PARCERIA, DESENVOLVIMENTO E INCLUSÃO
Quando família e escola dialogam, a criança recebe um cuidado mais coerente
A criança se desenvolve e participa em diferentes ambientes. O que acontece em casa, na escola, nos atendimentos de saúde e nas relações sociais influencia seu movimento, sua comunicação, sua aprendizagem, sua autonomia e seu bem-estar.
A página Escola e Família reúne conteúdos educativos para fortalecer o diálogo entre responsáveis, educadores e profissionais, favorecendo a observação compartilhada, a prevenção, a inclusão e a construção de apoios adequados.
A atuação educacional do SARE contempla formação, educação em saúde, produção de materiais, desenvolvimento de projetos e articulação entre escolas, famílias, profissionais e comunidade.
A parceria deve respeitar a privacidade da criança, a autonomia da família e os limites de atuação de cada profissional.
PARA QUEM É
Famílias, educadores e equipes escolares
Esta página foi preparada para mães, pais, responsáveis, professores, auxiliares, coordenadores, gestores e demais pessoas que participam do cuidado e da educação de crianças.
Os conteúdos também podem apoiar profissionais de saúde e educação envolvidos no acompanhamento de crianças com necessidades específicas de desenvolvimento, aprendizagem, saúde ou participação escolar.
O QUE VOCÊ ENCONTRA
Informação para construir uma parceria responsável
Nesta página você encontrará conteúdos sobre:
comunicação entre família e escola;
observação do desenvolvimento;
adaptação e acolhimento escolar;
inclusão e acessibilidade;
participação nas atividades;
prevenção e cuidados de saúde;
sinais que merecem atenção;
registro e compartilhamento de informações;
articulação com profissionais;
orientações para reuniões e encaminhamentos.
DIÁLOGO E RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
A criança precisa de adultos que troquem informações e construam caminhos em conjunto
Família e escola observam a criança em situações diferentes. Quando essas informações são compartilhadas com respeito, clareza e responsabilidade, torna-se mais fácil compreender necessidades, reconhecer avanços e organizar apoios coerentes.
A proposta educacional do SARE valoriza a articulação entre escola, família, profissionais e comunidade.
COMUNICAÇÃO CLARA
Conversar para compreender
A comunicação deve apresentar fatos, situações observadas e mudanças percebidas, evitando julgamentos, comparações ou rótulos.
Em vez de afirmar que a criança “não quer” ou “não consegue”, descreva o que aconteceu, em qual atividade, com que frequência e quais estratégias ajudaram.
ESCUTA RESPEITOSA
Cada pessoa conhece uma parte da história
A família conhece a rotina, a saúde e as características da criança fora da escola. A equipe escolar observa sua participação em grupo, nas atividades pedagógicas e nos diferentes espaços.
Escutar essas perspectivas permite construir uma compreensão mais ampla, sem desvalorizar a experiência de nenhuma das partes.
CONTINUIDADE DOS APOIOS
Estratégias coerentes entre os ambientes
Quando possível, família e escola podem combinar formas semelhantes de orientar, antecipar mudanças, organizar rotinas e apoiar a autonomia.
Os apoios não precisam ser idênticos, mas devem manter objetivos compatíveis e respeitar as necessidades da criança em cada ambiente.
INCLUSÃO E PARTICIPAÇÃO
A criança deve estar presente e envolvida
Incluir não significa apenas permitir que a criança permaneça no mesmo espaço. É necessário observar se ela consegue compreender, comunicar-se, acessar materiais, participar das atividades e estabelecer relações.
Adaptações, mediação, recursos visuais, mudanças no ambiente e flexibilização das tarefas podem favorecer maior participação.
O FOCO DEVE SER A PARTICIPAÇÃO DA CRIANÇA
Durante conversas e reuniões, procure responder:
Em quais situações a criança participa com mais facilidade?
Quais atividades geram maior dificuldade?
O que costuma acontecer antes da dificuldade?
Quais estratégias já ajudaram?
A criança compreende o que está sendo solicitado?
O ambiente apresenta ruído, excesso de estímulos ou barreiras?
Que apoio pode ser testado e depois reavaliado?
O objetivo não é encontrar culpados, mas compreender as necessidades da criança e construir soluções possíveis.
OBSERVAR PARA COMPREENDER
O que a escola pode perceber no cotidiano da criança
A escola acompanha a criança em situações que envolvem movimento, comunicação, aprendizagem, convivência, organização da rotina e participação em grupo.
O registro dessas observações pode ajudar a família e os profissionais a compreenderem melhor as necessidades da criança, desde que seja realizado de forma objetiva, respeitosa e sem antecipar diagnósticos.
MOVIMENTO E FUNCIONALIDADE
Como a criança participa dos espaços e atividades
Observe se a criança:
desloca-se com segurança pelos ambientes;
sobe e desce escadas;
corre, pula e participa das brincadeiras;
mantém equilíbrio e coordenação;
utiliza materiais escolares;
permanece sentada com conforto;
apresenta quedas frequentes, cansaço ou dor.
Dificuldades persistentes podem interferir na autonomia, no brincar e na participação nas atividades escolares.
COMUNICAÇÃO E COMPREENSÃO
Como a criança expressa e entende informações
Observe como a criança:
comunica necessidades e desconfortos;
compreende orientações;
acompanha conversas e histórias;
responde quando é chamada;
pede ajuda;
utiliza fala, gestos, imagens ou outros recursos;
participa das interações com adultos e crianças.
Quando necessário, instruções mais curtas, demonstrações e recursos visuais podem facilitar a compreensão.
ATENÇÃO E APRENDIZAGEM
Como a criança inicia e realiza as atividades
Observe se a criança:
compreende o início e o término das tarefas;
consegue iniciar a atividade;
mantém-se envolvida pelo tempo possível;
necessita de repetição ou ajuda frequente;
organiza materiais;
acompanha mudanças de atividade;
demonstra habilidades diferentes conforme a forma de apresentação da tarefa.
A observação deve considerar também o nível de dificuldade, o tempo oferecido, os estímulos do ambiente e os apoios disponíveis.
CONVIVÊNCIA E REGULAÇÃO
Como a criança participa das relações e da rotina
Observe como a criança reage:
à aproximação de outras pessoas;
às atividades em grupo;
ao compartilhamento de materiais;
às mudanças de rotina;
aos momentos de espera;
a sons, luzes e ambientes movimentados;
às frustrações e aos conflitos;
à necessidade de pedir ajuda ou fazer uma pausa.
Comportamentos intensos podem representar dificuldade de comunicação, cansaço, insegurança, sobrecarga ou necessidade de apoio.
COMO FAZER UM REGISTRO ÚTIL
Prefira descrições objetivas:
“Durante a atividade de recorte, a criança deixou o material três vezes, cobriu os ouvidos e procurou um canto mais silencioso.”
Evite conclusões ou rótulos:
“A criança é desobediente e não gosta de participar.”
Registre:
data e situação observada;
atividade que estava sendo realizada;
orientação oferecida;
comportamento apresentado;
duração ou frequência;
possíveis fatores do ambiente;
estratégia utilizada;
resposta da criança.
O registro escolar descreve situações observadas. Diagnósticos e conclusões clínicas devem ser realizados por profissionais habilitados após avaliação adequada.
NÃO REGISTRE APENAS AS DIFICULDADES
Inclua também:
atividades de que a criança gosta;
habilidades e interesses;
formas de comunicação que funcionam melhor;
pessoas com quem se relaciona com mais facilidade;
estratégias que favorecem sua participação;
situações em que demonstra autonomia;
avanços percebidos ao longo do tempo.
Essas informações ajudam a construir apoios a partir das capacidades reais da criança, e não somente de suas dificuldades.
ACESSIBILIDADE NO COTIDIANO
Pequenos ajustes podem ampliar a participação da criança
Adaptações não diminuem a aprendizagem nem significam fazer tudo pela criança. Elas ajudam a reduzir barreiras, facilitar a compreensão e permitir que cada estudante participe com maior segurança e autonomia.
Os apoios devem ser escolhidos conforme a necessidade observada, aplicados de forma respeitosa e reavaliados ao longo do tempo.
ROTINA E PREVISIBILIDADE
Ajudar a criança a compreender o que acontecerá
Algumas crianças participam melhor quando conseguem antecipar a sequência das atividades.
A escola pode:
apresentar uma rotina visual;
avisar antecipadamente sobre mudanças;
sinalizar o início e o término das tarefas;
dividir atividades longas em pequenas etapas;
manter orientações consistentes entre os adultos;
utilizar calendários, imagens ou objetos de referência.
A previsibilidade pode reduzir ansiedade, insegurança e resistência diante das transições.
COMUNICAÇÃO E ORIENTAÇÕES
Tornar as informações mais acessíveis
As orientações devem ser claras, objetivas e compatíveis com a compreensão da criança.
Pode ser útil:
utilizar frases curtas;
apresentar uma orientação por vez;
demonstrar o que deve ser feito;
combinar fala com imagens ou gestos;
verificar se a criança compreendeu;
oferecer tempo suficiente para a resposta;
permitir outras formas de comunicação além da fala.
Repetir a mesma orientação muitas vezes, sem modificar a forma de apresentação, nem sempre facilita a compreensão.
AMBIENTE E REGULAÇÃO
Reduzir barreiras e sobrecarga
Ruídos, excesso de estímulos, iluminação intensa, movimentação constante e ambientes desorganizados podem dificultar a atenção e a participação.
A escola pode considerar:
organizar os materiais visualmente;
reduzir distrações próximas à criança;
oferecer um local mais tranquilo quando necessário;
permitir pequenas pausas;
preparar a criança antes de atividades muito movimentadas;
observar sinais de cansaço ou sobrecarga;
ajustar gradualmente o tempo de permanência nas tarefas.
A pausa deve funcionar como apoio à reorganização, e não como punição.
MATERIAIS E ATIVIDADES
Oferecer diferentes formas de participar
A mesma atividade pode ser apresentada com diferentes níveis de apoio.
Algumas possibilidades são:
ampliar imagens, letras ou espaços de resposta;
utilizar materiais de fácil manipulação;
adaptar tesoura, lápis ou apoio para os pés;
reduzir a quantidade de questões sem retirar o objetivo principal;
permitir respostas por fala, imagem, gesto ou demonstração;
oferecer tempo adicional;
utilizar exemplos concretos antes de atividades abstratas;
ajustar a posição da criança e dos materiais.
O foco deve permanecer na habilidade que se deseja desenvolver, e não em uma única forma de realizar a tarefa.
APOIAR SEM SUBSTITUIR A CRIANÇA
Antes de realizar uma tarefa por ela:
explique ou demonstre;
ofereça tempo para tentativa;
dê uma pista ou ajuda parcial;
reduza gradualmente o apoio;
reconheça o esforço e a participação.
O objetivo é encontrar o nível de ajuda que permita à criança participar sem gerar dependência desnecessária ou frustração excessiva.
TESTAR, OBSERVAR E REAVALIAR
Ao implementar um apoio, registre:
qual dificuldade motivou a adaptação;
qual estratégia foi utilizada;
em quais situações foi aplicada;
como a criança respondeu;
se houve melhora na compreensão ou participação;
se o apoio precisa ser mantido, modificado ou retirado.
Nem toda estratégia funciona da mesma forma para todas as crianças. Os apoios precisam ser ajustados conforme a resposta observada.
FAMÍLIA E ESCOLA DEVEM CONSTRUIR OS APOIOS EM CONJUNTO
A escola pode compartilhar observações e estratégias testadas. A família pode informar como a criança se comunica, o que a tranquiliza, quais recursos utiliza e quais profissionais já a acompanham.
Quando houver acompanhamento especializado, as recomendações podem ser discutidas com a equipe escolar, respeitando a autorização da família e os limites de atuação de cada profissional.
CONVERSAR CEDO PODE FACILITAR O CUIDADO
Quando compartilhar observações com a família
A escola deve conversar com os responsáveis quando perceber mudanças persistentes ou dificuldades que estejam interferindo na participação, na aprendizagem, na comunicação, no movimento, na autonomia ou no bem-estar da criança.
A função da escola é descrever o que observa, apresentar as estratégias já utilizadas e sugerir que a família procure orientação quando necessário. A escola pode reconhecer sinais de alerta, mas não deve atribuir diagnósticos clínicos à criança.
O Ministério da Saúde orienta que sinais de desenvolvimento atípico percebidos no ambiente escolar sejam comunicados à família para que o acompanhamento possa começar pela Atenção Primária à Saúde.
QUANDO CONVERSAR COM A FAMÍLIA
Compartilhe observações quando houver
mudança importante no comportamento ou na participação;
dificuldade persistente para compreender orientações;
atraso ou perda de habilidades;
quedas frequentes ou dificuldade de deslocamento;
pouca resposta ao nome, à fala ou aos sons;
dificuldade visual aparente;
dor, cansaço ou mal-estar recorrente;
isolamento ou sofrimento emocional;
dificuldade intensa para alimentar-se ou realizar cuidados pessoais;
necessidade de apoio muito maior do que anteriormente.
Suspeitas relacionadas à audição ou à visão não devem ser adiadas, pois podem interferir na comunicação, na aprendizagem e no desenvolvimento da criança.
COMO REALIZAR A CONVERSA
Apresente fatos, não conclusões
Organize a reunião de forma acolhedora e reservada.
Durante a conversa:
descreva situações concretas;
informe quando e onde aconteceram;
explique a frequência observada;
apresente estratégias que já foram testadas;
compartilhe também habilidades e avanços;
escute as observações da família;
pergunte se algo semelhante acontece em casa;
combine ações possíveis e uma data para reavaliação.
Evite expressões como:
“Seu filho tem determinado transtorno.”
Prefira:
“Temos observado dificuldade frequente para acompanhar orientações em grupo, mesmo quando oferecemos apoio individual.”
QUANDO SUGERIR AVALIAÇÃO
A família pode ser orientada a procurar atendimento quando
a dificuldade permanece apesar dos apoios escolares;
há prejuízo importante na participação cotidiana;
existe perda de habilidades anteriormente adquiridas;
surgem dúvidas sobre visão ou audição;
há mudanças persistentes de comportamento ou saúde;
a criança apresenta dor, fadiga ou limitações motoras;
a família ou a escola mantém preocupação com o desenvolvimento.
A Unidade Básica de Saúde pode realizar a avaliação inicial do crescimento e do desenvolvimento e, quando necessário, organizar encaminhamentos para outros serviços ou profissionais
INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA A FAMÍLIA E OS PROFISSIONAIS
O registro escolar pode incluir:
identificação da criança e período observado;
situações que motivaram a preocupação;
frequência e duração das dificuldades;
impacto sobre aprendizagem, autonomia e participação;
habilidades e potencialidades;
apoios e adaptações já utilizados;
respostas apresentadas pela criança;
evolução percebida;
nome e função dos profissionais responsáveis pelo registro.
O documento deve utilizar linguagem objetiva, preservar a privacidade da criança e evitar hipóteses diagnósticas não confirmadas.
ATENDIMENTO IMEDIATO
A escola deve acionar seu protocolo de emergência diante de situações como:
dificuldade intensa para respirar;
lábios ou extremidades arroxeados;
perda de consciência ou dificuldade para acordar;
crise convulsiva;
engasgo com dificuldade para respirar;
reação alérgica importante;
sangramento intenso;
queda ou trauma grave;
intoxicação;
alteração súbita da fala ou dos movimentos;
qualquer situação com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.
Nessas situações, não se deve aguardar uma reunião com a família ou resposta por mensagens. Acione o serviço de emergência e comunique imediatamente os responsáveis. O SAMU — 192 atende emergências cardiorrespiratórias, intoxicações, traumas, convulsões e outras situações graves.
PROTEÇÃO DA CRIANÇA
Diante de relato, indício ou suspeita de violência, maus-tratos, abuso ou negligência, a equipe deve acolher a criança, evitar interrogatórios repetidos e seguir imediatamente o protocolo de proteção da instituição e da rede de ensino.
A situação deve ser tratada com sigilo e comunicada aos órgãos competentes, conforme a legislação e os procedimentos locais. No Estado de São Paulo, a comunicação de suspeita ou confirmação de maus-tratos ao Conselho Tutelar é obrigatória para estabelecimentos de ensino.
A escola não deve investigar por conta própria nem confrontar possíveis envolvidos. Sua responsabilidade é acolher, registrar objetivamente, proteger e acionar a rede competente.
COMBINAR E REAVALIAR
Após a conversa com a família:
registre os principais encaminhamentos;
defina quais apoios serão mantidos ou testados;
estabeleça um período de observação;
mantenha comunicação respeitosa e objetiva;
preserve informações confidenciais;
reúna novamente a equipe e a família para avaliar os resultados;
ajuste as estratégias conforme a resposta da criança.
A próxima seção será “Como o SARE pode contribuir com escolas e famílias”, apresentando educação em saúde, orientação, projetos institucionais e articulação com a rede.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE E ARTICULAÇÃO DA REDE
Como o SARE pode contribuir com escolas e famílias
O SARE desenvolve ações educativas para aproximar saúde, desenvolvimento infantil, família e ambiente escolar.
A proposta inclui formação, educação em saúde, produção de materiais, projetos institucionais e articulação entre escolas, famílias, profissionais e comunidade.
As ações educacionais não substituem avaliação clínica individual, diagnóstico, atendimento médico, acompanhamento terapêutico ou responsabilidades próprias da instituição de ensino.
EDUCAÇÃO PARA FAMÍLIAS
Informação para cuidar e tomar decisões
O SARE pode oferecer conteúdos, encontros e orientações educativas sobre:
desenvolvimento infantil;
movimento e autonomia;
saúde respiratória;
neurodesenvolvimento;
cuidados com bebês e crianças;
prevenção e sinais de atenção;
organização das informações para uma avaliação;
participação da família no plano de cuidado.
O objetivo é ajudar os responsáveis a compreenderem melhor as necessidades da criança e a utilizarem informações seguras no cotidiano.
FORMAÇÃO PARA EQUIPES ESCOLARES
Conhecimento aplicado à rotina da escola
As ações podem apoiar professores, auxiliares, coordenadores e gestores em temas como:
observação objetiva do desenvolvimento;
comunicação acolhedora com as famílias;
prevenção e reconhecimento de sinais de agravamento;
inclusão e participação escolar;
adaptação de rotinas, espaços e atividades;
registro das observações;
saúde e bem-estar dos educadores;
articulação com a rede de saúde.
A formação deve considerar a realidade, a faixa etária atendida e as necessidades específicas de cada instituição.
ARTICULAÇÃO ENTRE ESCOLA, FAMÍLIA E SAÚDE
Construir caminhos com responsabilidades definidas
Quando houver autorização da família e necessidade relacionada ao acompanhamento fisioterapêutico, o SARE poderá considerar informações da escola e oferecer orientações compatíveis com seu campo de atuação.
O processo pode envolver:
escuta das preocupações familiares;
análise dos registros escolares;
identificação das principais barreiras à participação;
definição de objetivos funcionais;
orientação sobre apoios possíveis;
reavaliação das estratégias;
encaminhamento para outros profissionais.
A jornada assistencial do SARE prevê acolhimento, avaliação integral, plano compartilhado, acompanhamento, reavaliação e encaminhamento quando a necessidade ultrapassar seu escopo.
POSSIBILIDADES PARA ESCOLAS
Conforme o projeto definido com a instituição, as ações poderão ser realizadas por meio de:
palestras para famílias;
encontros formativos com educadores;
rodas de conversa;
campanhas educativas;
materiais digitais ou impressos;
reuniões de orientação;
projetos de prevenção e promoção da saúde;
ações do Programa Escola Saudável;
encaminhamento responsável para avaliação individual.
O conteúdo, a duração, o público e os objetivos de cada ação serão definidos previamente com a escola.
O QUE O SARE NÃO REALIZA NO AMBIENTE ESCOLAR
O SARE não deve:
atribuir diagnóstico com base apenas em observações escolares;
substituir atendimento médico de urgência;
divulgar informações confidenciais da criança;
orientar medicamentos;
realizar intervenção individual sem avaliação, autorização e documentação adequadas;
prometer prevenção total de doenças ou resultados garantidos;
assumir funções pedagógicas, administrativas ou disciplinares da escola.
Quando houver necessidade de acompanhamento individual, a família será orientada sobre avaliação e continuidade do cuidado em ambiente apropriado.
UMA PARCERIA COM FOCO NA CRIANÇA
A integração entre escola, família e profissionais pode contribuir para:
comunicação mais clara;
reconhecimento precoce de necessidades;
redução de barreiras à participação;
orientações mais coerentes entre os ambientes;
encaminhamentos mais responsáveis;
apoio à inclusão;
fortalecimento da segurança e do bem-estar;
valorização das habilidades e potencialidades da criança.
O propósito não é transformar a escola em um serviço de saúde, mas fortalecer sua capacidade de acolher, observar, orientar e articular o cuidado.
INFORMAÇÃO PARA FORTALECER A PARCERIA
Materiais para famílias e equipes escolares
A Biblioteca SARE reunirá materiais educativos para apoiar a observação do desenvolvimento, a comunicação respeitosa, o registro escolar e a organização de apoios para a criança.
GUIA • EM PREPARAÇÃO
Como conversar com a família sobre uma preocupação
Orientações para organizar uma conversa acolhedora, apresentar observações objetivas, evitar rótulos e combinar os próximos passos.
MODELO • EM PREPARAÇÃO
Registro de observação escolar
Modelo para registrar situações observadas, participação da criança, barreiras encontradas, estratégias utilizadas e respostas apresentadas.
CHECKLIST • EM PREPARAÇÃO
Apoios e adaptações no ambiente escolar
Checklist para revisar rotina, comunicação, estímulos ambientais, materiais, acessibilidade e formas de participação.
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ESCOLAS, BERÇÁRIOS E INSTITUIÇÕES
Conheça as possibilidades de parceria com o SARE
O SARE desenvolve ações de educação em saúde, formação de equipes, orientação para famílias e projetos institucionais adaptados às necessidades de cada escola.
As ações podem abordar desenvolvimento infantil, inclusão, saúde respiratória, prevenção, bem-estar dos profissionais e articulação entre escola, família e serviços de saúde.
A atuação educacional e institucional integra formação, materiais, projetos e articulação com a comunidade.
PARA AS FAMÍLIAS
Informações sobre avaliação individual
Responsáveis podem entrar em contato para conhecer as linhas de atendimento, esclarecer dúvidas gerais e receber informações sobre avaliação fisioterapêutica.
PARA AS INSTITUIÇÕES
Palestras, formações e projetos
Escolas, berçários e instituições podem solicitar informações sobre palestras, encontros com famílias, formação de educadores e projetos de promoção da saúde.
Os conteúdos desta página possuem finalidade educativa. Não substituem avaliação clínica, diagnóstico, atendimento de urgência ou acompanhamento individualizado. O compartilhamento de informações sobre uma criança deve respeitar a autorização da família, a privacidade e as responsabilidades de cada instituição e profissional.
Conteúdo elaborado com base em fontes institucionais e científicas. Consulte as Fontes e Referências do Portal.